Ao longo do meu caminho espiritual, sempre senti um profundo respeito e uma forte ligação à cultura oriental, em especial às tradições do Japão e da China. Não falo apenas de religião ou espiritualidade formal, mas de valores que atravessam séculos: disciplina, silêncio, honra, respeito pelos ancestrais, equilíbrio entre forças opostas e a compreensão de que o verdadeiro poder nasce do autocontrolo e da sabedoria interior.
A filosofia oriental ensina que o caminho é feito com paciência, observação e solidão consciente. Ensina a respeitar o tempo, a natureza e os ciclos da vida, algo que sempre fez sentido para mim e que se reflete naturalmente na forma como trabalho e conduzo o meu espaço espiritual.
Ao longo dos anos, os meus guias espirituais foram-se manifestando de diferentes formas, muitas vezes através de símbolos, imagens e arquétipos ligados à força da natureza e ao domínio interior. Vejo essas manifestações não como contradição, mas como complemento: caminhos diferentes que apontam para o mesmo princípio — equilíbrio, firmeza, proteção e consciência.
Tal como na cultura oriental, acredito que o verdadeiro guia não grita, não se impõe e não se exibe. Ele ensina pelo exemplo, pela presença e pelo silêncio. É nessa base que respeito os meus guias, o meu trabalho e todos os que entram nesta casa.
Este respeito pela cultura oriental não é apropriação nem fantasia, mas admiração sincera por um conhecimento antigo que valoriza a ordem interior, a responsabilidade espiritual e o caminhar discreto — princípios que também fazem parte dos fundamentos desta casa.