Sempre tive uma curiosidade natural pela ciência e pelo funcionamento do ser humano, não apenas no plano espiritual, mas também no físico, mental e emocional. Acredito que o conhecimento não deve ser limitado a uma única visão do mundo, e que quanto mais se aprende, mais respeito se ganha pela complexidade da vida.
Ao longo do meu percurso, tive a oportunidade de me relacionar e conviver com médicos, profissionais de saúde e pessoas ligadas à ciência. Essas relações sempre foram marcadas pelo respeito mútuo. Nunca vi a ciência como inimiga da espiritualidade, nem a espiritualidade como oposição à medicina. Pelo contrário: vejo-as como áreas distintas que podem coexistir com responsabilidade e consciência.
Reconheço e valorizo profundamente o trabalho dos médicos e cientistas. São eles que estudam, investigam, testam e cuidam do corpo humano com rigor, ética e dedicação. O meu trabalho espiritual nunca substitui a medicina, nem pretende fazê-lo. Cada área tem o seu lugar, o seu tempo e a sua função.
Da mesma forma, muitos profissionais de saúde compreendem que a dimensão emocional e espiritual de uma pessoa pode influenciar o seu bem-estar. É nesse ponto que existe diálogo, não conflito. O respeito nasce quando não há imposições, promessas falsas ou negação da realidade.
Acredito que o verdadeiro conhecimento é aquele que aceita perguntas, dúvidas e investigação. Por isso, mantenho uma postura aberta, curiosa e responsável, tanto no campo espiritual como no racional. A fé não precisa de negar a ciência, e a ciência não precisa de ridicularizar a fé.
O equilíbrio entre mente, corpo e espírito constrói-se com consciência, humildade e respeito por todos os saberes. É esse equilíbrio que procuro preservar no meu caminho e no meu trabalho.